Revista Reformador

A Casa Espírita e o trabalhador voluntário

O estímulo ao trabalhador jamais deve ser olvidado por se tratar de voluntários que desejam colaborar nas atividades da Casa Espírita e, para isso, necessário se faz que seja acolhido, auxiliado e orientado adequadamente para o exercício das atividades a que estará vinculado, desde o instante em que aceite o convite.
A partir do momento em que há a aceitação, o voluntário passa a ser compromissado e, como tal, deve estar ciente do tipo de trabalho a que estará vinculado e o que se espera de sua participação efetiva como trabalhador.
Assim, o dirigente da Casa Espírita, ao se abeirar do voluntário com o intuito de estimulá-lo ao serviço, especialmente o que estiver diretamente ligado à atividade a ser desempenhada pelo voluntário, deve acolhê-lo com o carinho e respeito naturais aos bons costumes, sem, no entanto, dispensar uma conversa fraterna, clara, objetiva e prática em que sejam colocadas as atribuições, responsabilidades e tarefas a que o futuro trabalhador estará afeto, alertando-o sobre o aproveitamento do tempo em benefício dos que necessitam do seu concurso, mas, sobretudo, a favor de si mesmo.
É a oportunidade de esclarecer o voluntário, antes dele se compromissar, para que possa refletir, analisar e decidir diante da tarefa que lhe aguarda o concurso.
Desta forma, torna-se importante esclarecer-lhe: que o serviço na Casa Espírita é variado e rigoroso; que as tarefas são oferecidas aos cooperadores interessados na descoberta da felicidade de servir; que ao assumir a tarefa estará comprometendo-se com todos, mutuamente, a calar toda espécie de reclamação;  que na Casa Espírita ninguém exige expressão nominal nas obras úteis realizadas e todos respondem por qualquer erro admitido; que todos se encontram, enquanto trabalhadores, num curso de extinção das vaidades pessoais, porque o interesse comum deve ser, tão somente, pelo Bem Divino, considerando que todas as possibilidades construtivas vêm de nosso Pai; que tais diretrizes são instrumentos balizadores a auxiliar o esquecimento das exigências descabidas de nossas personalidades inferiores; que a Casa Espírita necessita de colaboradores fiéis que não cogitam de condições, compensações e discussões, mas que se interessam pela sublimidade do sacrifício e da renunciação com o Senhor; e que a Casa Espírita, acima de trabalhadores, necessita de servidores que atendam de boa vontade