Revista Reformador

A gênese e sua edição definitiva

Em face das discussões, ainda em foco, quanto à versão definitiva de A gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo, a FEB, por meio de seu Conselho Diretor, já esclareceu as razões ou evidências que a levaram a optar pela 5ª edição da obra como a versão definitiva do derradeiro livro da Codificação Espírita.

E o fizemos pela inexistência de provas cabais à pretensa falsificação do livro, não vendo nas ilações apontadas por alguns senão probabilidades, até agora jamais confirmadas, e concluindo, dentro do bom senso e da boa lógica, que só ele, Allan Kardec, e mais ninguém, poderia ter sido o verdadeiro autor das alterações contidas na edição revista, corrigida e ampliada, tal qual a conhecemos e divulgamos hoje.

Além disso, vale considerar que se a Doutrina Espírita, alicerce de um edifício que resgata a pureza do Evangelho de Jesus para melhor entendimento das verdades ali expostas, estivesse A gênese e sua edição definitiva sedimentada em bases “adulteradas”, por certo os benfeitores espirituais já se teriam pronunciado pelas mediunidades abençoadas, a fim de apontarem os supostos equívocos ou solicitarem os devidos ajustes.
Este fato, até agora, não aconteceu, a despeito de já se terem passado cento e cinquenta anos! Muito ao contrário: quando se pronunciam, os benfeitores mais não fazem que ratificar a solidez da Codificação Espírita e a preservação de seus valores.

A título de exemplo, recorramos ao venerando Dr. Bezerra de Menezes, em trechos de uma de suas belas mensagens, recebida durante a Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da FEB, em 2000, e publicada na revista Reformador de janeiro de 2001, intitulada: “Na Transição do Milênio”.

Recordemo-nos que, desde os primórdios da proposta cristã libertadora, os companheiros afeiçoados de Jesus optaram pelas opiniões pessoais em detrimento do ensinamento geral. Mais de uma vez, o personalismo perturbador esteve ameaçando a unidade dos cristãos primitivos. […] […] Dois mil anos depois, frequentemente ressurgem questões palpitantes e graves que ameaçam a estrutura do programa espírita de implantação na Terra, tornando-se necessário que a inspiração do Mestre verta do Alto asserenando os ânimos exaltados, estabelecendo a linha básica da verdadeira fraternidade. Não nos esqueçamos de que devemos preservar os valores da Doutrina Espírita acima de quaisquer interesses mundanos de proselitismo, de arrastamento, conforme os herdamos de Allan Kardec e dos Mensageiros que o conduziram na elaboração da Codificação, a herança que deve permanecer inviolável através dos milênios. Tenhamos em mente que o Espiritismo cristão, meus amigos,é a resposta dos Céus às angústias da Terra.