Revista Reformador

A geração nova

Para que os homens sejam felizes na Terra, é preciso que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que só se dediquem ao bem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica neste momento entre os que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta ransformado,
serão excluídos, visto que, se assim não fora, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculos ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos inferiores, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinarem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade. Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e estejam aptos a secundar o movimento de regeneração.
A regeneração da humanidade não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais.

REFERÊNCIA:
1 N.R.: KARDEC, Allan. A gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. imp. Brasília: 2013, cap. 18, it. 27. Transcrição parcial.