Revista Reformador

A quem pertencemos?

“Nós somos de Deus.” (1 João , 4:6)

A nossa ligação com o Criador é indestrutível desde o instante em que a vontade divina nos deu a vida e, a partir de então, esta conexão perene com o Pai se estabeleceu e jamais se desfará, pois a Ele pertencemos.

A livre determinação individual, instrumento que a infinita misericórdia de Deus nos concedeu para que, ao longo da caminhada progressiva, conquistemos as virtudes que nos elevam e libertam, outorga-nos o direito de escolha, ao mesmo tempo que nos responsabiliza por todas as consequências morais decorrentes.

Infelizmente, o laço divino que nos prende ao Criador esgarça-se à proporção que as nossas escolhas se desviam das Leis Divinas, perenes, perfeitas, condutoras do progresso e da felicidade. Tais desvios trazem-nos, como consequência, a dor e o sofrimento, até o dia em que resolvemos regenerar as nossas escolhas.

A condição para que o laço divino nos aproxime do Criador é a fidelidade ao Pai, traduzida na obediência às Leis Naturais, porque Ele jamais nos abandona; nós, entretanto, é que nos afastamos, por livre determinação.

Somos de Deus e a nossa felicidade se estabelece quando a humildade, ou seja, a obediência se faz demonstrada na vivência do Bem, entendido este como tudo aquilo que se faz de forma coerente com as Leis Divinas.

A vaidade afasta-nos de Deus e nos compromete com a dor.

O egoísmo é chaga devastadora que fomenta o nosso distanciamento do Pai.

O orgulho é venda que nos cega a ponto de, em certas circunstâncias, não admitirmos a existência do próprio Criador, negando-o.

O amor, este sim, é o sentimento divino que nos liga ao Criador e, quando colocado em ação, reata, estreita o nosso laço umbilical com o Pai, aproximando-nos, cada vez mais d’Ele, à medida que a caridade vai se tornando habitual.

Jesus é a referência ímpar, inigualável do exemplo de caridade, enviado pelo Pai para relembrar à Humanidade que somos de Deus e, como tal, devedores de fidelidade às Leis Divinas e compromissados com a instalação do seu Reino em nossos corações.

Sendo de Deus, não mais nos afastemos de suas leis, nem as olvidemos, porque, se assim o fizermos, repetiremos equívocos existenciais de outrora que, nos dias atuais de transição para uma Terra regenerada não têm mais significado, nem pertinência.