Revista Reformador

Condição para ser discípulo

J esus, conforme Lucas, 14:27, afirma: “Quem não leva a sua cruz, e não me segue, não pode ser meu discípulo”.

Aí está, de maneira clara, a condição para o discipulado do Mestre, o caminho a seguir para receber o digno título de seu discípulo. Nada fácil, como tudo que necessita de mérito para ser conquistado.

A cruz de cada criatura é carregada por ela mesma, no entanto, a trilha que percorre enquanto a conduz é que dirá a que guia ou modelo está seguindo.

Todos temos responsabilidades assumidas antes do nascimento como Espíritos imortais. Compromisso com Deus, na promessa de fidelidade às suas Divinas Leis; compromisso com Jesus, irmão Maior, governador da Terra e enviado do Pai para nos orientar e guiar, a fim de ajudá-lo no progresso da Terra, iniciando pela autoiluminação; compromisso com a família, seja a que acolhe em seu seio o Espírito imortal ao imergir na carne, ou a que será formada por ele ao longo da existência; e o compromisso com a sociedade, como semeador do bem.

Não é fácil carregar a cruz e cumprir com tantas responsabilidades assumidas se não tivermos Jesus à nossa frente como guia, porque o seu jugo é suave e o seu fardo é leve; por isso Ele recomenda que se leve a própria cruz pelo seu caminho, o único que condecorará aquele que suporta o próprio madeiro com a titularidade de seu discípulo.

Para isso, necessário se faz conhecer o Evangelho de Jesus, que há mais de século e meio vem sendo esclarecido, redivivo, pela Doutrina Espírita, que nada de novo traz, a não ser o esclarecimento das verdades divinas anunciadas por Jesus há dois mil anos, como uma nova ciência que se caracteriza pelo progresso incessante.

No entanto, não basta apenas conhecer o Evangelho de Jesus: há que se meditar sobre suas luminíferas verdades, transportá-las ao sentimento, para que se possa praticar seus divinos ensinamentos, enquanto se carrega o madeiro da própria cruz, aparentemente pesado, mas suficientemente adequado às possibilidades do carregador que, paulatinamente, vai diminuindo o peso, à proporção que percorre o caminho, tendo à frente o Mestre Nazareno como guia infalível para a inexorável felicidade determinada pelo Pai amoroso e bom.

Jesus aguarda, pacientemente, que cada um carregue sua cruz, seguindo-o e laborando a autoiluminação para que se conquiste a condição de seu discípulo.