Revista Reformador

Dar e saber

“Caridade essencial é intensificar o bem, sob todas as formas respeitáveis, sem olvidarmos o imperativo de autossublimação para que outros se renovem para a vida superior, compreendendo que é indispensável conjugar, no mesmo ritmo, os verbos dar e saber.”¹

Quando apenas damos ou nos circunscrevemos ao saber, estamos sendo úteis, no entanto, incompletos, porque a caridade não se restringe a qualquer um desses segmentos, mas à prática concomitante de ambos.

Bondade é doação que necessita do conhecimento, para que o sentimento e a razão possam complementar-se e fortalecer a ação bondosa sem a conivência com os desvios, mas Dar e saber Caridade essencial com o equilíbrio que a bondade e o conhecimento, juntos, podem proporcionar.

Pão, isoladamente, atende às necessidades básicas inerentes à manutenção orgânica, porém pão e luz se complementam no alimento integral que dá vida ao corpo e ilumina a alma.

Amparo, simplesmente, atende momentaneamente ao necessitado, porém amparo e iluminação fazem compreender as necessidades, as causas, consequências e os desígnios divinos, sábios, perfeitos, que possibilitam desenvolver a humildade e a resignação, diante dos desafios que a vida oferece como aprendizado para o crescimento intelecto-moral.

Sentimento é próprio do ser imortal, mas, sozinho, pode ser veneno da alma se não houver consciência dos efeitos a que conduzem os sentimentos desviados do bem. Por isso, sentimento e consciência devem caminhar juntos na prática da caridade essencial.

É indispensável conjugar no mesmo ritmo, os verbos dar e saber, afirma Emmanuel, Espírito.

A caridade essencial se faz com a conjugação dessas dádivas divinas que integram a perfeita caridade.

“Não só receber e dar, mas também ensinar e aprender”² recomenda-nos o benfeitor espiritual Emmanuel.

REFERÊNCIAS:
¹ XAVIER, Francisco C. Vinha de luz . Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. 10. imp. Brasília: FEB, 2017. cap. 116 – Não só.
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