Revista Reformador

Finados

Convencionou-se, em novembro, dedicar-se um de seus dias aos “finados”, àqueles considerados mortos. Essa é uma convenção que traz para a maioria questionamentos e dúvidas a respeito do após morte.

Entretanto, mesmo com a aparição de Jesus a várias pessoas e em locais diferentes, após o sacrifício no Gólgota, a Humanidade ainda não foi capaz de compreender o testemunho que o Mestre exemplificou: o da imortalidade.

Dois milênios são passados e a questão ainda permanece: Para onde vamos?

Com o advento da Doutrina Espírita, que teve sua gênese no abençoado diálogo de Allan Kardec com os ditos mortos, a partir de então a Humanidade foi aquinhoada, desde aquele 18 de abril de 1857, com as respostas e os esclarecimentos aos questionamentos milenares: Quem sou? O que estou fazendo aqui? Para onde vou?

Foram eles, os “finados”, que vieram confirmar o que já havia sido demonstrado; eles se denominaram Espíritos e revelaram a Vida Espiritual como ela é verdadeiramente.

Assim, o manto da ignorância a respeito da Vida Espiritual, da vida futura, caiu de seu pedestal para desvelar a verdade, trazendo esperança e, sobretudo, consolo.

A partir de então, a morte, como era concebida, caiu por terra, desmoronou-se, para ser o portal de ingresso à verdadeira vida, a Vida Espiritual, porque a existência física é simplesmente passageira, temporal e finita.

O que seria “finados”, o que acabaria, findaria ou morreria não faz mais sentido, porque o Espírito imortal continua vivo após o fenômeno natural da morte que o ingressa na verdadeira vida, na Vida Espiritual.

Como são perfeitas as Leis Naturais!

Não poderia ser diferente porque são Leis de Deus e, como tais, imutáveis, perenes. A vida após a morte é Lei Natural, Divina, que desmorona a convenção dedicada aos mortos para dar lugar à sobrevivência. Assim, ao invés de “finados” comemoremos a imortalidade, a liberdade, o retorno à verdadeira vida.