Revista Reformador

Imperativos para o futuro

Urge entender o que é necessário para o Espírito imortal nesse contexto de transição que avança célere em direção à regeneração, a um mundo melhor, a um mundo de paz e harmonia. Para esse entendimento, faz-se necessário considerar: o esclarecimento, o crescimento mental e a iluminação.

O esclarecimento é decorrente do estudo e este não se restringe apenas à ciência tradicional, a qual estuda as Leis Naturais que regem o princípio material, transcende esse universo e adentra nas leis que regem o princípio espiritual, as leis morais, e é neste aspecto que a Doutrina Espírita tem papel relevante para o esclarecimento do Espírito imortal no que respeita à sua natureza, origem e destinação.

O crescimento mental dá-se pelo trabalho, aqui considerado como toda atividade útil executada pelo ser humano. É, pois, no trabalho que a criatura desenvolve sua inteligência e seu crescimento mental na busca constante da superação dos desafios, da inovação, do servir, do crescimento e do progresso.

A iluminação é o imperativo que se desenvolve pela virtude santificante, quando a criatura age em obediência à Lei Natural que, conforme O livro dos espíritos, “[…] É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta”.¹

Por isso, urge, nesses dias de convocação ao testemunho, que se empreendam esforços para que o estudo da Doutrina Espírita se faça cada vez mais aprofundado, a fim de que seu entendimento possibilite, no trabalho, o exercício da solidariedade e da tolerância, conforme recomendou Allan Kardec.

No entanto, a iluminação só se dará se as virtudes santificantes florescerem primeiro na intimidade, para depois frutificarem nas massas como decorrência do exemplo.

Por isso, no futuro que se inicia agora, serão imperativos o conhecimento pelo estudo, o crescimento mental pelo trabalho e a iluminação pelo desenvolvimento das virtudes santificantes, ainda latentes, aguardando a iniciativa dos que desejam edificar o Reino de Deus dentro de si pela obediência à Lei Natural, sintetizada na Lei de Amor que, de forma inigualável, foi exemplificada pelo Cristo de Deus, Jesus de Nazaré

REFERÊNCIA:

¹ KARDEC. Allan. O livro dos espíritos . Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2016. q. 614.