Revista Reformador

Livres, mas responsáveis

Emmanuel (Espírito)

A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, respondamos afirmativamente.

Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.

É livre para reter quais posses que as legislações terrestres lhe facultem…

É livre para efetuar as transações que lhe apraza…

É livre para ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser…

É livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe…

É livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira…

O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade divina.

Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras.

Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, por meio do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós. Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranquila, nos afirmou claramente: “Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.”

¹ N.R.: XAVIER, Francisco C. Encontro marcado. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. 2. imp. Brasília: FEB, 2018. cap. 53. [Texto condensado pelo Editor.]