Revista Reformador

O aparelhamento necessário

“Ninguém se decide à luta sem o aparelhamento necessário.” – Emmanuel¹

A luta referida por Emmanuel, que trazemos à reflexão, foge do conceito milenar traduzido nos choques sanguinolentos. Trata-se da luta que cada um realiza no seu autoaperfeiçoamento, a luta do bom combate, conforme afirma o venerável Apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” [II Timóteo, 4:7].

Para este combate, aqueles que decidirem realizá-lo com êxito necessitam aparelhar-se devidamente, porque ninguém vai a uma batalha sem o aparelhamento necessário.

Esse mister inicia-se com a escolha da orientação a ser seguida, porque, sem referência, sem conhecimento, é dirigir-se para o campo de batalha com grande possibilidade de insucesso.

A escolha da referência é o passo inicial e determinante para as ações subsequentes.

Se há o sincero desejo de aperfeiçoamento e de êxito no combate íntimo, o discernimento ou o bom senso devem fazer parte do “arsenal” a ser utilizado.

O discernimento fará com que, antes da escolha, se analise o contexto e o texto. Para os cristãos, especialmente os espíritas cristãos ou verdadeiros, as escolhas deverão convergir para um único foco, ou seja, para o Guia e Modelo da Humanidade: Jesus. Assim sendo, basta segui-lo incondicionalmente, com fidelidade às suas orientações, aparelhando-se dos instrumentos que Ele utilizou para vencer o mundo.

O bom combate tem várias batalhas e para cada uma delas o aparelhamento tem sua especificidade. Exemplificando: para a salvação: a caridade; para a união: a fraternidade; para a unificação: a união. O bom combatente, aquele estudioso e aplicado que não se satisfaz com o conhecimento apenas, mas envida esforços para aplicá-lo em sua vida com a intenção de ser coerente, de renascer, de regenerar-se, de ser melhor no momento seguinte do que no anterior, utiliza-se sempre do instrumento áureo recomendado e exemplificado pelo Mestre, Guia e Modelo de todos nós: “Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Eis o instrumento mais adequado a qualquer circunstância, a qualquer luta que o bom combatente deve utilizar como aparelhamento necessário e útil, a fim de que, um dia, possa afirmar como o apóstolo dos gentios: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

REFERÊNCIA:
¹XAVIER, Francisco C. Vinha de luz . Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. 10. imp. Brasília: FEB, 2017. cap. 141 – O escudo .