Revista Reformador

O Apóstolo da Fé

“[…] Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro.”[1]

No livro Cartas e crônicas, o Espírito Irmão X, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, no capítulo 28, intitulado Kardec e Napoleão, do qual extraiu-se o texto inicial deste Editorial, evidencia o papel de Kardec como o apóstolo da fé que veio trazer à Terra um novo ciclo de conhecimento para a Humanidade, codificando uma nova ciência que desvenda a natureza, a origem, a destinação e a relação entre os Espíritos imortais nos dois planos da vida.

O trabalho realizado por Allan Kardec, por ter sido planejado pelo Alto e chegado até a Humanidade encarnada, conforme os imortais desvendaram, deu início à preparação de uma Nova Era para a Humanidade.

Atualmente, comprova-se tal fato, porque ao longo de mais de um século e meio a Doutrina Espírita tem esclarecido, ilumina-do e consolado indistintamente a todos que a buscam pelas diversas
razões e peculiaridades inerentes a este desiderato.

O professor Hippolyte Léon Denizard Rivail cumpriu o seu papel de maneira irretorquível, venceu persistentemente todos os obstáculos que tentaram impedir o seu trabalho. Transcorridos 160 anos dessa luz nascida desde a metade do século XIX, em 1857, com o lançamento de O livro dos espíritos, a Doutrina Espírita realiza sua trajetória ultrapassando o período em que a Humanidade foi aquinhoada com o maior avanço da Ciência e da Tecnologia sem, no entanto, alterar o seu brilho, mas intensificando- o gradativa e proporcionalmente ao tempo, mantendo- -se atualizada e, sobretudo, na vanguarda da comprovação da imortalidade e da relação entre o mundo espiritual e o material. Kardec construiu o alicerce de um edifício infinito a ser levantado pelos espiritistas sinceros. Ao relembrá-lo, que a nossa homenagem seja o testemunho que ele demonstrou e vislumbrou na Conclusão V, de O livro dos espíritos,2 ao afirmar que o terceiro momento do Espiritismo inexoravelmente viria com a aplicação das ideias espíritas e suas consequências.

Que os espíritas cristãos apliquem as ideias espíritas pelo exemplo, a fim de que a sublime luz renasça nos quatro quadrantes do orbe, iluminando o mundo inteiro.

REFERÊNCIAS:
1 XAVIER, Francisco C. Cartas e crônicas. Pelo Espírito Irmão X. 14. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2015.
2 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2016.