Revista Reformador

O paladino da fraternidade, da união e da unificação

Era o ano de 1900, exatamente 11 de abril, quando regressou à vida verdadeira aquele que, diante das oportunidades que a vilegiatura carnal lhe proporcionou, soube, cristãmente, vencer os desafios à luz do código divino: o Evangelho de Jesus.

Cento e vinte anos decorridos, a Federação Espírita Brasileira (FEB) dedica o ano em curso à lembrança da desencarnação do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti que, durante duas vezes, a presidiu, em 1889 e no período de 1895 a 1900.

Vale ressaltar que o cenário daquele ano de 1895 era conturbado, o Movimento Espírita desorganizado, personalismos e interesses diversos se faziam patentes entre os adeptos do Espiritismo, Doutrina que encontrava solo fértil para germinar, florescer e frutificar na Pátria do Cruzeiro, o nosso querido Brasil.

Nesse contexto, o Dr. Bezerra assumiu a presidência da Federação Espírita Brasileira num momento em que a Instituição passava por dificuldades de toda ordem. Com a sua autoridade moral, o seu jeito fraterno, bondoso e paternal, deixou, com a sua desencarnação, a FEB em clima de paz e harmonia, em condições de realizar sua trajetória na construção do futuro que lhe estava reservado no contexto da Obra do bondoso Ismael.

Relembrar a desencarnação é louvar o início de um novo ciclo para o Espírito imortal que, após findar uma existência, retorna feliz à pátria verdadeira, com a consciência tranquila por ter experienciado uma existência física cheia de exemplos vivos, testemunhados pela vivência da caridade e do Evangelho de Jesus.

Assim foi o retorno à Pátria Espiritual do missionário Dr. Bezerra, que ainda permanece incansável, orientando paternalmente os que labutam, em ambos os planos da vida, para servir ao bondoso Ismael no seu desiderato de colaborar com Jesus, o Cristo de Deus, na cristianização da Humanidade.

Gratidão ao venerando e querido Dr. Bezerra, paladino da fraternidade, da união e da unificação, pelo incansável trabalho dedicado à união dos espíritas; à unificação do Movimento Espírita; pela paternal, e segura orientação que a sua bondade nos tem oferecido, ao longo desses cento e vinte anos de trabalho incansável e ininterrupto dedicado à Obra de Ismael e ao Programa do Cristo, na construção do Coração do Mundo, da Pátria do Evangelho e de um povo que, gradativamente, vai se diferenciando pelos seus costumes cristãos.