Revista Reformador

Patrimônio da Humanidade

Apóstolo do Cristo que veio à Terra com a missão de organizar e compilar ensinamentos que restabeleceriam a pulcritude do Evangelho de Jesus entre os homens, cumprindo a promessa do Mestre Nazareno sobre o outro Consolador, Allan Kardec, diante da singeleza dos efeitos físicos, com a sua lucidez e bom senso foi, pouco a pouco, nos contatos com os Imortais, identificando a Verdade que revelavam como enviados de Deus e agentes de sua vontade para instruírem e orientarem os homens, abrindo uma Nova Era para a regeneração da Humanidade.

Após trabalho perseverante, durante o qual enfrentou toda ordem de desafios de ambos os planos da vida, Allan Kardec, diante das revelações dos Espíritos e consciente de seu desiderato, trouxe a lume, naquele 18 de abril de 1857, O livro dos espíritos, um patrimônio da Humanidade, ainda não reconhecido por sua grande parcela e que vem iluminando consciências há cento e sessenta e quatro anos, singrando cenários turbulentos, mudanças seguidas por crises de toda ordem, mas mantendo o seu curso tranquilo a secundar o entendimento da vida com suas revelações divinas sobre Deus, a sua justiça, a imortalidade, a comunicação entre os Espíritos, o amor, a caridade, as esperanças e consolações.

O livro dos espíritos, como a própria denominação indica, é uma obra de patrimônio dos Espíritos, portanto, da Humanidade encarnada e desencarnada. Sobre sua base sólida, granítica, vem-se construindo um edifício alicerçado em seu conteúdo filosófico, científico e ético-moral, de consequências religiosas.

Desde o seu advento, O livro dos espíritos vem retirando das sombras da ignorância as consciências, porque revela a natureza do Espírito, sua origem e destinação, nas respostas claras e instrutivas exaradas pelos Espíritos nesta obra magistral que, de forma solene, consagra uma Ciência Nova e progressista, que se mantém incólume ao longo de quase dois séculos.

Ave, Cristo! Em sua presciência prometeu o Mestre outro Consolador, chegado ao mundo no momento aprazado, contrapondo-se ao cenário materialista vigente, para disponibilizar à Humanidade um patrimônio esclarecedor e, sobretudo, consolador, porque oferece reflexões profundas sobre as causas primárias, o mundo dos Espíritos, as Leis Morais, as esperanças e consolações com respostas a questões milenares, que até então estavam a aguardar os momentos anunciados pela Providência para o advento do outro Consolador.

Salve O livro dos espíritos, obra que revela Deus como inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, e Jesus como o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de Guia e Modelo!