Revista Reformador

Tempo de destruição

As Leis Naturais, perenes, são solidárias, não se derrogam ou se colidem, ao contrário, se complementam com perfeição, justamente por serem divinas.

Vivemos momentos de progresso acelerado, de regeneração, de renovação, impulsionados pela Lei do Progresso que segue seu curso natural e na velocidade que a conjuntura impõe.

Quando Allan Kardec pergunta aos imortais, na questão 728 de O livro dos espíritos, se a destruição é Lei da Natureza, eles esclarecem: “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.”¹

A solidariedade entre a Lei do Progresso e de Destruição é condição sine qua non para o avanço intelecto-moral do homem, porque a Lei do Progresso é inexorável, e, para acompanhá-la, faz-se necessário que se destrua o que impede, contraria o avanço necessário e compulsório.

Então! O que deve ser destruído? Esta a questão.

É inadiável a destruição do materialismo, do egoísmo, da vaidade, do orgulho, do personalismo, porque impedem acompanhar o progresso, e os que ainda não se definiram por destruí-los optam por permanecer na retaguarda.

Esse é um desafio que tem a dimensão inerente a cada ser, porque renovação individual, hercúlea para a maioria, trabalhosa para alguns, no entanto, necessária, pertinente e urgente para todos.

Sem a destruição dos hábitos, costumes e atos milenares ou seculares cultivados ao longo de existências pretéritas, pelo afastamento da Lei de Deus, não se alcançará a augurada regeneração, porque a fórmula para esse desiderato está, como sempre, na obediência à Lei Divina e no ensino que o Cristo de Deus, há dois mil anos, sintetizou no “Amar ao próximo como a si mesmo”.

Aí, o caminho a ser trilhado, a orientação Áurea a ser implantada no cotidiano. Resta, somente, colocá-la em prática, pois já é conhecida há milênios e, no entanto, ainda esquecida. Porém, agora, mais do que nunca, permanece sendo a solução para destruir as imperfeições e nos libertarmos delas.

Por isso, progresso e destruição fazem parte de uma mesma equação, cuja solução conduz ao aprimoramento moral e espiritual da Humanidade. Urge, pois, destruirmos as imperfeições que nos amarram ao passado de sombras.

REFERÊNCIA:
¹KARDEC, Allan. O livro dos espíritos . Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2016.