Revista Reformador

Entrevista com
Divaldo Franco

5 anos da Campanha Permanente de Evangelização¹

Em 1982, a Campanha Permanente de Evangelização Espírita
Infantojuvenil completou 5 anos de existência e de relevantes
semeaduras. O querido irmão Divaldo Franco, inspirado pela benfeitora
Joanna de Ângelis, respondeu a algumas perguntas endereçadas
acerca dos caminhos da Campanha recém-lançada, visando ao
acompanhamento, avaliação e planejamento de ações para sua contínua
dinamização. Apresentamos, a seguir, um extrato da referida entrevista,
que expressa o olhar, o incentivo e a inspiração da Espiritualidade Amiga
junto aos dedicados evangelizadores, convidando-nos a prosseguir e
investir na Evangelização Espírita, considerada “a melhor programação
para uma sociedade feliz e mais cristã”. Prossigamos, unidos, nessa
semeadura de amor, colaborando para que o país cumpra a sua
missão espiritual de “Coração do mundo e Pátria do Evangelho”.

Divaldo Franco

Qual a importância da Evangelização Espírita Infantojuvenil na formação da sociedade do Terceiro Milênio?

De máxima relevância, por ser a infância de hoje o elemento social do futuro que constituirá a nova Humanidade, desde já programada para o início do Terceiro Milênio. Na alvorada do próximo milênio, os jovens da atualidade estarão chamados a exercer tarefas e atender a compromissos cujos resultados dependerão da formação que lhes seja dada, desde agora. Sendo a Doutrina Espírita a mais excelente mensagem de todos os tempos – porque restauradora do pensamento de Jesus Cristo em forma compatível com as conquistas do conhecimento moderno –, é óbvio que a preparação das mentes infantojuvenis à luz da evangelização espírita é a melhor programação para uma sociedade feliz e mais cristã.

De que tipo e em que intensidade se efetua o apoio que o Plano Espiritual Superior dispensa ao Movimento de Evangelização Espírita Infantojuvenil?

Através da inspiração constante e da assistência espiritual aos que trabalham no relevante mister, os Amigos da Vida Maior trazem as ideias que se convertem em programas, as técnicas que se transformam em experiências logo que aplicadas, melhor atendendo às necessidades do Movimento de Evangelização Espírita Infantojuvenil. Outrossim, distendem recursos terapêuticos durante as reuniões dedicadas a essa tarefa, socorrendo e amparando os que trazem marcas mais vigorosas do passado próximo, em forma de limitação, enfermidade ou alienação por obsessão e despertando os infantes e jovens para melhor compreenderem a necessidade de crescimento para Deus. Entretanto, muitos Espíritos Nobres já estão reencarnados, realizando o cometimento na condição de evangelizadores e preparadores da juventude…

Que orientação os amigos espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à Escola de Evangelização dos centros espíritas?

Informa-me Joanna de Ângelis que, na condição de pais e orientadores, temos a preocupação de oferecer a melhor alimentação aos filhos e aos nossos educandos; favorecê-los com o maior círculo de amigos; vesti-los de forma decente e agradável; encaminhá-los aos melhores professores, dentro da nossa renda; proporcionar-lhes o mais eficiente médico e os mais eficazes medicamentos quando estejam enfermos; conceder-lhes meios para a manutenção da vida; encaminhá-los na profissão que escolham… É natural que, também, tenhamos a preocupação maior de atendê-los com a melhor diretriz para uma vida digna e um porvir espiritual seguro, e esta rota é a Doutrina Espírita. Portanto, encaminhemo-los às Escolas de Evangelização dos centros espíritas, ou, do contrário, não estaremos cumprindo com as nossas obrigações.

Que recursos poderiam ser, ainda, acionados para expandir a tarefa de Evangelização Espírita Infantojuvenil?

Maior e mais constante contato entre evangelizadores e pais, a fim de os conscientizar da alta responsabilidade que a estes últimos diz respeito, pedindo ajuda e num intercâmbio frequente, já que ambos são interessados na formação moral e espiritual da criança e do jovem.

Seria, também, muito válido que os resultados da Evangelização Espírita Infantojuvenil fossem mais divulgados nos centros espíritas e se insistisse mais na colocação de que todo bem feito à infância se transforma em bênção no adulto.

Qual o papel da Evangelização Espírita Infantojuvenil na expansão do Movimento Espírita no Brasil?

Muito importante esse papel. Graças ao trabalho preparatório que se vem realizando, há anos, junto à criança e ao jovem, é que encontramos uma floração abençoada de trabalhadores, na atualidade, que tiveram o seu início sadio e equilibrado nas aulas de evangelização espírita, quando de seus dias primeiros na Terra…

Este ministério de preparação do homem do amanhã facultará ao Brasil tornar-se realmente “O coração do mundo e a Pátria do Evangelho”, conforme a feliz ideação do Espírito Humberto de Campos, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, traduzindo o programa do Mundo Maior em referência à nação brasileira…

¹ Nota do DIJ-FEB: Entrevista de Divaldo Franco, inspirado pelo Espírito Joanna de Ângelis, em 23 de agosto de 1982, publicada originalmente na Separata de Reformador de 1986, sob o título de “A Evangelização Espírita da Infância e da Juventude”. (Transcrição parcial, grifo nosso.)