Revista Reformador

União fraternal

O ensejo de união jamais será alcançado sem a fraternidade e esta requer que haja boa vontade e gentileza por parte de seus pretendentes. Não se faz união sem propósito no bem, o terreno fértil para a semeadura do diálogo sincero regado pela boa intenção, pelo respeito mútuo, pela sinceridade em benefício de um objetivo maior.

Semente germinada necessita de solo fértil para vencer os incitamentos que a pressão e o calor impõem, enquanto a fertilização a alimenta para brotar no espaço, crescer e dar frutos, fortalecida por raízes adiposas que se alimentam dos nutrientes necessários.

Em uma analogia, a árvore da união fraternal segue curso semelhante, porque necessita de terreno fértil para vencer os desafios das pressões que a vida de relação proporciona e do calor das incompreensões que, muitas vezes, se faz presente para impedir que o bem prevaleça.

Comparemos o solo com a existência que possibilita a relação interpessoal com afetos e desafetos, planejada antes do nascimento, a fim de que se reparem sob a pressão dos reencontros e o calor das diversidades. O solo fértil adubado pela Lei de Amor abriga e nutre a semente que florescerá e dará frutos.

Alimentado pela fertilização do Evangelho de Jesus, revivido pelo Espiritismo em sua pureza, o Espírito imortal, semente do bem, ao fazer escolhas coerentes com a Lei do Senhor, consegue vencer as dificuldades impostas pelos desafios, pelas intempéries, pelo calor das discussões que dividem, e se liberta do solo porque tem raízes profundas alimentadas pelo néctar do amor que vence a multidão dos pecados.

A união fraternal é a locomotiva que impulsiona o Espírito a vencer os desafios diante dos compromissos individuais e coletivos assumidos antes do nascimento. Somos seres gregários e realizamos equívocos que a História registra: guerras, desrespeito, intrigas, ganância por poder temporário, inveja, escravidão, domínio e tantos outros, que teremos de reparar para evoluir, desta feita unidos com o objetivo de praticarmos a verdadeira gentileza, a sinceridade de propósito no bem, de nos amarmos conforme o Amigo Divino recomendou aos discípulos, sendo Ele, Jesus, a referência e nós os irmãos em humanidade, todos, filhos de Deus.

Sejamos a semente que vence as intempéries e brota com raízes profundas, formando um verdadeiro plantio do bem, fortalecido pela união fraternal secundada pela caridade a produzir frutos de um para dez, de um para cem, de um para mil, até o infinito…