Revista Reformador

O sono que perdura

Pedro, tu dormes? – Jesus (Marcos, 14:37.)

A advertência de Jesus a Simão, que deveria estar orando enquanto o Mestre elevava o seu pensamento sublime ao Pai, é de profunda importância ao compararmos com as nossas responsabilidades e compromissos assumidos perante o propósito existencial.

Há mais de dois mil anos a luz divina clareou as trevas da ignorância e desvelou o amor inigualável testemunhado por Jesus, o Cristo, com os seus inimitáveis evangelhos de feitos.

Após Ele, não houve mais profetas, conforme anunciou, mas uma Boa-Nova foi trazida abrindo uma nova era para a Humanidade. Por isso, Ele foi, é, e será sempre o Guia e Modelo a ser seguido.

Infelizmente, o torpor do sono que ainda permanece na grande maioria da Humanidade, por não ter despertado para as Verdades imutáveis anunciadas por Jesus, se expressa no comportamento vigente que caracteriza a Humanidade atualmente.

O Sol que ilumina as mentes e balsamiza os corações permanece brilhando, cada vez mais, a esclarecer mentes e a confortar os corações aflitos que tomam sobre si o suave jugo, transformador das dores de toda ordem em um leve fardo.

Enquanto o sono obscurecer as Verdades que libertam e impedem que as Leis Divinas, inscritas na própria consciência, não sejam vivenciadas, a dor e o sofrimento imperarão na face da Terra como consequência das livres escolhas afastadas da Lei Divina, a única a nos indicar o que fazer e o que não fazer na senda luminosa do autoaperfeiçoamento.

A advertência do Mestre Jesus ao discípulo não se restringe apenas àquele momento em que a vigilância e a oração deveriam ser praticadas, transcendendo, como ensino, a toda criatura, a de que esteja atenta e vigilante, em oração, para não permanecer no sono da ignorância e da visão estreita de que a vida do Espírito imortal começa no berço e encerra no túmulo.

Já é tempo de despertar para a realidade da vida imortal, de beber a água que sacia toda sede, de entender a mensagem da Doutrina divinal que Jesus legou à Humanidade, para que os pensamentos e atos reflitam atitudes de amor e a fraternidade se instale na face da Terra.

Pedro, tu dormes? Foi a interrogação ao discípulo.

Será que a questão se aplica aos atuais seguidores do Mestre? A indagação é pertinente, pois o sono ainda perdura para os que precisam conhecer, meditar, sentir e testemunhar as lições luminíferas do Evangelho de Jesus.

Tenhamos tento! E estejamos acordados em vigilância e oração.