Revista Reformador

Já é tempo…

Dois mil anos passados e a inteligência humana ainda não dispõe de capacidade para avaliar a divina grandeza do Espírito Crístico de Jesus.

Ao longo desses milênios, tentou-se, desde o início de sua vida pública, minimizar e impedir que o significado de sua Boa-Nova, o Evangelho, fosse propagado na pureza de seu conteúdo luminoso e o que nos chama atenção é que, apesar dessa incompreensão e perseguições de consequências espinhosas aos seus seguidores, não houve, até então, e não haverá quem tenha negado a inigualável expressão moral de sua Doutrina e a influência moralizadora que ela imprime na História da Humanidade.

É tão singular a sua presença entre nós que iniciou sua vida pública, de três anos apenas, sozinho; durante este período, preparou 12 homens simples, com características diversas entre si, para que dessem continuidade ao seu Evangelho e dois mil anos após somos bilhões de seguidores que encontramos em sua Boa-Nova o porto seguro da paz, do esclarecimento e do consolo.

A sua Doutrina traz inapreciável contribuição no campo da Ciência, da Filosofia, do Direito, ainda não apreciada, pois a limitaram ao campo da dimensão de apenas uma religião.

Já é tempo de se observar melhor a realidade dos fatos, aferindo-os e dando-lhes o devido valor para que a Verdade que Ele desvelou prevaleça e nos liberte das amarras da ignorância e dos atavismos sombrios que nos acometem.

Neste dezembro, ao lembrarmos seu nascimento por duas mil e vinte e uma vezes, já é tempo para colocá-lo no local que lhe é de direito, por ser o mais perfeito Espírito que Deus colocou entre nós para servir de Guia e Modelo. Encontramos n’Ele o único Caminho; a Verdade; e a Vida. Seu amor é sublime e aguarda, pacientemente, que nossas consciências se iluminem para podermos aquilatar a sua grandeza divina.

Já é tempo de nos iluminarmos, a fim de adquirirmos a evolução suficiente para um dia sermos capazes de avaliar o Espírito Crístico de Jesus.

Já comemoramos seu natalício milhares de vezes, empanados pelas sombras dos interesses humanos que impediram de oferecer-lhe o presente que Ele aguarda de cada um de nós: a nossa reforma íntima, baseada nas lições que ensinou, exemplificou e recomendou que fossem seguidas.

Mais uma comemoração que a tradição nos induz a ensejar Feliz Natal! Desta feita, porém, conscientes de que já é tempo, reconheçamo-lo como o Guia seguro que nos oferece seu Evangelho como roteiro de vida a conduzir-nos ao desiderato inexorável da perfeição.