Revista Reformador

Convite a ser atendido

Convidada a Humanidade para estar com Jesus, há mais de dois mil anos, porque a invitação é para os aflitos e sobrecarregados que ainda somos todos indistintamente, verifica-se que atualmente o convite permanece vigendo, suscitando a seguinte questão: Por que o chamamento não foi aceito até hoje?

Ao analisar o registro do Evangelista Mateus, capítulo 11, versículo 29, verifica-se que a condição para ir até Jesus é tomar sobre si o seu jugo, que é suave e faz com que o fardo se torne leve.

O seu jugo esclarece e consola, mas, para que isto aconteça, faz-se mister, além de conhecê-lo, meditar seus ensinos, senti-los, testemunhá-los.

Tomar, portanto, o jugo de Jesus sobre si, é compromisso grave, é estar disposto ao sacrifício, à abnegação, ao esquecimento de si mesmo. Tarefa difícil de ser cumprida, mas gratificante porque ilumina e faz crescer espiritualmente a quem assim se propõe.

Quantos se dispuseram a esse desiderato desde o momento em que o convite foi exposto? Constata-se que foram e permanecem sendo poucos os que entenderam que vale a pena o sacrifício em seu próprio benefício. Pois, tomar sobre si o jugo é dispor-se a regenerar hábitos, abrandar costumes, desenvolver o senso moral, ser vir indistintamente, amar até os inimigos, ser benevolente, indulgente e, sobretudo, perdoar. É um propósito destinado aos que envidam esforços com muito boa vontade e não aos que apenas querem ou desejam.

São poucos ainda os que se propõem à prática de tais mudanças, porque é uma decisão que deve ser consciente e responsável por parte dos que a tomam.

O interessante é que a exigência para tais mudanças é simplesmente a prática do amor e da caridade, hábitos até então não praticados pela maioria dos seres humanos. Talvez seja por esse motivo que todos foram chamados, porém, poucos são os que atendem ao aceno.

Ele aguarda pacientemente o despertar da Humanidade para não mais contemplar o seu convite, mas, sim, que ela decida corajosamente caminhar na sua direção.

O momento atual está a exigir exemplos de amor, de fraternidade, de tolerância, de convivência pacífica, de atitudes regeneradas para os que decidirem segui-lo definitivamente.

Sejamos nós, os espíritas cristãos, a tomarmos essa decisão, a fim de fazermos parte dos poucos que já aceitam as condições do Vinde a mim! Pois já é momento de acordarmos da letargia milenar para seguirmos, intimoratos, alegres e ditosos, os exemplos de amor que Jesus nos legou, porque não há mais tempo para esperar e o momento é próprio para o convite ser atendido.