“Mestras”…
Mais próximos do passado sombrio que do futuro luminoso, caminhamos sob a égide do progresso sem retroagir, de forma lenta ou rápida, conforme o esforço empreendido.
Ao examinar o caminho percorrido nas sombras dos equívocos – porque afastados da Lei de Amor –, dois encaminhamentos se apresentam à es colha na caminhada evolutiva: permanecer com as sombras ou acolhê-las.
Se a escolha recai na permanência, daremos acesso aos apelos que nos fazem agir com os hábitos equivocados, como outrora sempre fizemos.
No entanto, se despertamos para a luz e resolvemos vencer a nós mesmos na luta para adquirir novos hábitos, para nos tornarmos melhores a cada minuto, isto é aceitação do convite de há mais de dois mil anos: “Vinde a mim!”, a caminhada se faz na senda bendita, no caminho único indicado por Jesus, que nos ensina a acolher as sombras como nossas “mestras”.
Assim, à medida que as acolhemos para superá-las, passam elas a ajudar-nos na superação das dificuldades geradas por nós mesmos, quando cedíamos aos seus apelos.
Se agirmos assim, as sombras não nos causam senti mentos de tristeza nem de culpas, porque deixam de ser apenas obstáculos, transformando-se em elementos positivos dentro do processo de desenvolvimento espiritual.
As sombras, quando acolhidas conforme a Boa-Nova trazida por Jesus, são consideradas “mestras”, porque as dores e desafios trazidos ocorrem conforme a necessidade de cada um e sob a permissão da Justiça Divina, a servir como estímulo necessário para a própria renovação e crescimento intelecto-moral.
Neste desiderato, ajudam a fraternidade ao serem transformadas em instrumentos de aprendizado e utilidade no relacionamento com o próximo, pois, em vez de obstáculos, passam a ser “mestras” que preparam o indivíduo para o exercício real da irmandade.
O acolhimento da sombra, ao invés de seu simples com bate, significa uma mudança de perspectiva onde as imperfeições deixam de ser apenas obstáculos para se tornarem instrumentos educativos.
Acolher a sombra significa aceitar a responsabilidade de resistir e aprender com as dores e desafios, entendendo que tudo ocorre conforme a necessidade individual e sob a permissão da Justiça Divina.
Em síntese, as sombras são a matéria-prima do progresso espiritual durante a transição planetária; ao acolhê-las e superá-las, o indivíduo cumpre sua parte na regeneração do mundo, transformando o mal transitório em um bem permanente e coletivo.
Vençamo-las, portanto!